
”- Ô Boneca-de-Pano, você está triste comigo?
- Talvez…
- Mas então por que você está sorrindo?
- É que o meu sorriso é costurado.”
Rita Apoena.

”- Ô Boneca-de-Pano, você está triste comigo?
- Talvez…
- Mas então por que você está sorrindo?
- É que o meu sorriso é costurado.”
Rita Apoena.

“De algodão: não te preocupa, vestido! Quando o sol voltar ao céu e as nuvens te quiserem de volta, dois pregadores, no varal, vão te salvar!”
Rita Apoena.

“Não importa se a flor é de plástico, a armadura é de lata ou o corpinho é de pano: a solidão pode existir para qualquer um nesse mundo.”
Rita Apoena.

“A gente dorme de olhos fechados que é para poder sonhar por dentro, amor.”
Rita Apoena.

“Não é difícil congelar a cena quando podemos cruzar o cenário e costurar uma estrela: pequeno botão que fecha a noite antes do dia se abrir.”
Rita Apoena.

“A música foi a grande decisão do homem em abraçar o invisível.”
Rita Apoena.

O arrepio é quando, por serem tão leves, seus dedos conseguem, em cada um dos meus poros: soerguer uma flor.
Rita Apoena.

“Sobre as estrelas…
Deitada na grama, o céu empoeirado de estrelas. Passei o dedo e - curioso - algumas vieram grudadas na ponta.
Olhei para cima e assoprei. Foi tanta estrela caindo que agora eu mal consigo enxergar de tanta esperança.”
Rita Apoena.

“O regador é só uma mentira de chuva que eu tenho de contar às flores todas as manhãs.”
Rita Apoena.

“Enquanto vivo, vou largando rastros de mim por instantes.”
Rita Apoena.

“Disse pra minha cachorra: “Não imite esses ardis de manipulação. Se quer aprender algo dos humanos, aprenda a usar o vaso e a dar descarga.”
Rita Apoena.

“Rita Apoena não entende por que um guarda-chuva se chama guarda-chuva e não guarda-cabeça. Afinal, de que lado ele está?”
Rita Apoena.

“Mas essa casquinha fez uma ponte sobre a ferida porque feridas abertas são como abismos por dentro.”
Rita Apoena.

“Mas tristeza insistiu, disse que era igual a uma figurinha-surpresa: a gente desembrulha uma dor para descobrir um segredo lá dentro.”
Rita Apoena.

“Não é difícil congelar a cena, é quando as folhas não pousam no chão, e os braços ficam suspensos no ar, num abraço que ela não terminou.”
Rita Apoena.